Autoexame da boca: saiba como identificar sinais de alerta

O autoexame da boca é uma prática acessível a qualquer pessoa. Por isso, ao incorporá-lo à rotina, torna-se possível identificar precocemente alterações que, em alguns casos, podem indicar doenças sérias, como o câncer de boca.
Embora muitas pessoas estejam habituadas a se observar no espelho, talvez não seja comum dedicar alguns minutos para examinar a boca. No entanto, esse simples gesto pode fazer toda a diferença no diagnóstico precoce. Quanto antes uma lesão é descoberta, maiores são as chances de tratamento e cura.
Neste post, você vai entender por que o autoexame da boca é essencial, como realizá-lo corretamente e quais sinais merecem atenção. Além disso, vamos falar sobre os principais fatores de risco para o câncer bucal e a importância de procurar atendimento especializado sempre que houver dúvida. Confira!
Por que fazer o autoexame da boca?
O câncer de boca é um dos tipos mais comuns entre os cânceres que afetam a cabeça e o pescoço. Ele atinge principalmente lábios, língua, gengivas, bochechas, céu da boca e assoalho da boca. Quando descoberto tardiamente, pode exigir tratamentos invasivos e comprometer funções vitais como a fala e a deglutição.
A boa notícia é que, diferentemente de muitos outros tipos de câncer, o da boca pode ser identificado a olho nu. Por isso, o autoexame é uma ferramenta poderosa de prevenção e detecção precoce. Ele permite que a própria pessoa perceba mudanças suspeitas e procure ajuda médica a tempo.
Como fazer o autoexame da boca?
O ideal é realizar o autoexame da boca uma vez por mês, em frente a um espelho e com boa iluminação. Além disso, as mãos devem estar limpas e, se possível, é útil utilizar um abaixador de língua ou uma colher limpa, pois isso facilita a visualização.
Para realizar o autoexame, siga o passo a passo abaixo:
- lábios: observe a parte externa e vire-os para examinar a parte interna;
- bochechas: puxe-as com os dedos e olhe o lado de dentro;
- gengivas: examine toda a extensão, inclusive atrás dos dentes;
- língua: observe a parte de cima, as laterais e a parte inferior, movendo-a em diferentes direções;
- assoalho da boca: levante a língua e observe a parte inferior da boca;
- céu da boca: incline a cabeça para trás e observe o palato.
Caso encontre qualquer alteração, é fundamental procurar um dentista ou médico. Além disso, é muito importante não tentar se autodiagnosticar nem adiar a consulta.
Quais sinais merecem atenção durante o autoexame da boca?
Ao se autoexaminar, alguns sinais devem acender o alerta. São eles:
- feridas que não cicatrizam após 15 dias;
- manchas brancas, vermelhas ou escuras;
- nódulos, caroços ou áreas endurecidas;
- sangramentos sem motivo aparente;
- dor, ardência ou dificuldade para mastigar e engolir;
- rouquidão persistente ou sensação de algo preso na garganta.
Essas alterações não significam, necessariamente, a presença de um câncer. No entanto, são motivos válidos para buscar avaliação profissional. Dessa forma, o diagnóstico precoce é essencial para o sucesso do tratamento.
Quais são os fatores de risco para o câncer de boca?
Alguns comportamentos aumentam significativamente o risco de desenvolver câncer bucal:
- uso prolongado de tabaco, seja em forma de cigarro, charuto, cachimbo ou tabaco mascado;
- consumo excessivo de álcool;
- exposição solar sem proteção, principalmente nos lábios;
- má higiene bucal;
- uso de próteses mal adaptadas;
- infecção pelo vírus HPV.
Pessoas acima de 40 anos, principalmente do sexo masculino, compõem o grupo de maior risco.
Por isso, além do autoexame, é fundamental manter hábitos saudáveis e realizar consultas regulares com profissionais da odontologia.
Quando procurar um profissional?
Ao encontrar qualquer alteração suspeita, mesmo que indolor, o ideal é buscar avaliação médica ou odontológica o quanto antes. Desse modo, o dentista é o profissional mais preparado para examinar a cavidade bucal com profundidade e, se necessário, encaminhar para exames complementares.
O tempo é um fator decisivo quando se trata de câncer de boca. Nesse sentido, lesões detectadas em estágios iniciais têm até 95% de chance de cura. Já os casos avançados exigem tratamentos complexos, com maior impacto na qualidade de vida.
O autoexame da boca é um gesto pequeno, mas com grande potencial de salvar vidas. Leva poucos minutos e pode ser feito por qualquer pessoa. Incorporar esse hábito à sua rotina é uma maneira eficaz de cuidar da saúde de forma ativa e consciente. Por isso, não espere sentir dor ou desconforto para se cuidar. Nesse caso, a prevenção começa com a observação.
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