Desafios na amamentação: 6 mais comuns e como superá-los

A amamentação é um momento muito especial entre mãe e bebê. Contudo, para muitas mães, esse momento especial vem acompanhado de dúvidas, inseguranças e dificuldades práticas, gerando alguns desafios na amamentação. Ainda que o leite materno seja o melhor alimento para o bebê, o caminho até uma amamentação tranquila pode exigir paciência, informação e apoio.
Cada mulher vive a experiência de forma única. A pressão social, o cansaço físico e as mudanças emocionais também influenciam esse processo. Por isso, é fundamental compreender que dificuldades podem acontecer e que buscar ajuda é um sinal de cuidado, não de fracasso.
Neste post, vamos mostrar alguns dos desafios na amamentação e dar dicas simples para lidar com cada um deles. Assim, você pode seguir esse processo com mais confiança e tranquilidade. Confira!
1. Pega incorreta
Se o bebê não abocanha o seio da forma certa, o leite pode não sair bem, assim a mãe pode sentir dor. Esse é um dos problemas mais comuns no começo da amamentação. Por isso, confira algumas dicas que podem ajudar a resolver esse desafio na amamentação:
- observe se o bebê abocanha também a parte escura do seio, não só o bico;
- veja se o queixo encosta na mama e se os lábios estão virados para fora;
- evite forçar, se a pega estiver errada, interrompa com cuidado e tente novamente;
- peça ajuda a um profissional de saúde se a dificuldade continuar.
2. Dor e machucados nos mamilos
Nos primeiros dias, é normal sentir um pouco de desconforto. No entanto, se houver dor forte ou rachaduras, é sinal de que algo não está certo. Saiba como é possível aliviar:
- passe um pouco de leite materno no mamilo após a mamada e deixe secar ao ar;
- troque de posição para amamentar, dessa forma, você evita pressão no mesmo ponto;
- use sutiãs confortáveis e evite sabonetes na região;
- se houver feridas, procure orientação médica para tratar e prevenir infecções.
3. Mastite
A mastite é uma inflamação na mama, que pode causar dor, vermelhidão, febre e até cansaço. No entanto, ela geralmente acontece quando o leite acumula e inflama a região. Desse modo, é possível prevenir e tratar com as seguintes dicas:
- amamente com frequência e esvazie bem a mama;
- faça massagens suaves se sentir o seio muito cheio;
- a ordenha (manual ou com bomba) pode ajudar, caso o bebê não esvazie tudo;
- continue amamentando, mesmo com dor leve, e procure um médico se os sintomas piorarem.
4. Pouco leite
Muitas mães acham que não produzem leite suficiente, mas isso nem sempre é verdade. A ansiedade e o choro do bebê, por exemplo, podem causar essa impressão.
Algumas ações podem ajudar a aumentar a produção:
- amamente sempre que o bebê quiser, mesmo que pareça pouco tempo depois da última vez;
- beba bastante água e mantenha uma alimentação equilibrada;
- descanse sempre que puder, pois o cansaço também atrapalha a produção;
- o contato pele a pele com o bebê ajuda na liberação dos hormônios do leite.
5. Volta ao trabalho
Quando chega a hora de voltar ao trabalho, muitas mães se preocupam em como continuar amamentando. No entanto, com um pouco de organização, é possível manter o aleitamento. Confira nossas sugestões para se preparar:
- comece a fazer a ordenha alguns dias antes de voltar e vá criando um estoque;
- armazene o leite em potes limpos e identifique com data e horário;
- informe-se sobre seu direito a pausas para amamentar ou tirar leite no trabalho;
- converse com quem vai cuidar do bebê sobre como oferecer o leite materno.
6. Comentários e cobranças
Infelizmente, ainda existem muitas críticas e opiniões sem fundamento que acabam abalando a mãe. Nesse sentido, frases como “seu leite é fraco” ou “esse bebê está passando fome” só atrapalham. Assim, para lidar com esse desafio na amamentação:
- confie em você e no seu corpo;
- evite dar ouvidos a comentários que não tragam coisas boas;
- busque apoio em grupos de mães, profissionais ou pessoas de confiança;
- lembre-se: cada mãe e bebê têm seu próprio ritmo.
A os desafios na amamentação podem gerar altos e baixos, mas com informação, apoio e paciência, eles ficam mais fáceis de enfrentar. Nenhuma mãe precisa passar por isso sozinha. Por isso, pedir ajuda é um gesto de amor e cuidado, tanto com o bebê quanto com você mesma.
Se você está passando por alguma dificuldade, respire fundo e dê um passo de cada vez. Você está fazendo o melhor que pode e isso já é muito!
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