Câncer de garganta por HPV: uma ameaça silenciosa

O câncer de garganta por HPV é uma condição séria que pode passar despercebida por muito tempo. Além disso, essa relação ainda é pouco conhecida pela população, por isso reforça-se a importância de divulgar informações confiáveis.
A infecção pelo HPV pode atingir diversas partes do corpo, como, por exemplo, a orofaringe — área que compreende a base da língua, amígdalas e parte da faringe. No entanto, muitas vezes a infecção é assintomática, o que dificulta o diagnóstico precoce.
Neste post, você vai entender como o HPV pode causar câncer de garganta, quais são os principais sintomas e fatores de risco, além de orientações sobre prevenção e tratamento. Acompanhe e tire suas dúvidas sobre o tema!
O que é HPV?
O HPV (Papilomavírus Humano) é um grupo de mais de 200 tipos de vírus. Alguns deles são considerados de alto risco por estarem ligados ao desenvolvimento de câncer. A maioria das infecções por HPV é eliminada naturalmente pelo organismo, mas em alguns casos o vírus persiste.
Quando a infecção é persistente, pode causar alterações celulares. Essas alterações, com o tempo, podem evoluir para lesões pré-cancerosas ou até mesmo para câncer. O tipo de câncer mais conhecido é o de colo do útero, mas o HPV também pode afetar outras regiões, como ânus, pênis, vulva e garganta.
Como ocorre o câncer de garganta por HPV?
O câncer de garganta por HPV ocorre principalmente na orofaringe. Essa área inclui a parte posterior da boca, como base da língua e amígdalas. A infecção pelo HPV nessas regiões pode provocar alterações celulares malignas ao longo dos anos.
A transmissão se dá, na maioria dos casos, por meio de sexo oral sem proteção com uma pessoa infectada. De fato, o contato direto com a mucosa contaminada é suficiente para o vírus se instalar. Além disso, como o HPV pode permanecer silencioso por muito tempo, os sintomas costumam aparecer apenas quando a doença já está mais avançada.
Além disso, nem sempre o vírus causa câncer. A evolução depende de fatores como imunidade da pessoa, tipo do vírus e hábitos de vida, como tabagismo e consumo excessivo de álcool — que aumentam os riscos de câncer na garganta.
Quais são os sintomas do câncer de garganta por HPV?
Os sintomas do câncer de garganta podem variar, mas alguns sinais devem acender o alerta. Entre os principais estão:
- dor persistente na garganta;
- dificuldade para engolir;
- rouquidão ou mudança na voz;
- sensação de caroço no pescoço;
- feridas na boca ou garganta que não cicatrizam;
- tosse com sangue, em casos mais graves.
Esses sintomas não significam necessariamente câncer, mas merecem atenção. Caso se prolonguem por mais de duas semanas, é importante procurar um profissional de saúde.
Quais são os comportamentos que aumentam o risco de câncer de garganta por HPV?
Qualquer pessoa sexualmente ativa pode ser exposta ao HPV. No entanto, alguns comportamentos aumentam o risco de infecção e de desenvolvimento do câncer de garganta. São eles:
- ter múltiplos parceiros sexuais;
- praticar sexo oral sem preservativo;
- fumar ou consumir álcool em excesso;
- ter o sistema imunológico enfraquecido.
Homens, especialmente entre 40 e 60 anos, apresentam maior incidência de câncer de orofaringe por HPV. Isso se deve, em parte, à menor taxa de vacinação nesse grupo e à maior exposição a fatores de risco.
Como prevenir o câncer de garganta por HPV?
A melhor forma de prevenir é, sem dúvida, por meio da vacinação. A vacina contra o HPV é segura, eficaz e recomendada para meninas e meninos, geralmente entre 9 e 14 anos. Além disso, adultos até 45 anos também podem se beneficiar, especialmente se ainda não tiveram contato com o vírus.
Além da vacinação, o uso de preservativos, inclusive nas práticas de sexo oral, ajuda a reduzir a exposição ao vírus. Ademais, evitar o tabagismo, manter uma alimentação saudável e consultar regularmente profissionais de saúde são outras formas importantes de proteção.
Como ocorre o diagnóstico?
O diagnóstico do câncer de garganta é feito por meio de avaliação clínica e exames complementares. Desse modo, o otorrinolaringologista pode realizar exames físicos, endoscopia e biópsias da área suspeita. Além disso, em alguns casos, a presença do HPV pode ser confirmada com testes moleculares.
Quanto mais cedo a doença for identificada, maiores são as chances de sucesso no tratamento. Por isso, a atenção aos sintomas e o acompanhamento médico são fundamentais.
Como é realizado o tratamento?
O tratamento do câncer de garganta por HPV é semelhante ao de outros tipos de câncer da região. Pode incluir cirurgia, radioterapia, quimioterapia ou uma combinação dessas abordagens. Dessa forma, a escolha depende do estágio da doença e das condições de saúde do paciente.
Em geral, os casos associados ao HPV respondem melhor ao tratamento e têm melhores prognósticos do que aqueles não relacionados ao vírus. No entanto, o acompanhamento médico contínuo é indispensável.
O câncer de garganta por HPV é mais comum do que parece e pode não dar sinais por muito tempo. Por isso, é importante saber como se prevenir. A vacina contra o HPV é a forma mais eficaz de proteção, especialmente quando aplicada antes do início da vida sexual. Já o uso de preservativos, inclusive no sexo oral, ajuda a reduzir o risco de transmissão. Com essas medidas simples e acesso à informação, é possível cuidar da própria saúde e proteger quem está ao seu lado.
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